Informativo on-line | Outubro de 2008

         Excursão à Qufu, Cidade Natal de Confúcio
      


Estátua do Confúcio (centro) com os seus discípulos, itinerando em diversos estados na China antiga (foto na Cidade das Seis Artes, Qufu)
 
Caros Amigos da China,

A filosofia de Confúcio foi tema de estudos para os brasileiros residentes em Pequim, os quais passaram o  final de semana de 25 e 26 de outubro imersos em Qufu, cidade natal de Confúcio. Qufu situa-se na província de Shandong local onde, além de Confúcio, vários pensadores chineses viveram, tais como Mêncio, o segundo sábio chinês, e Zhuge Liang, o maior estrategista militar do período dos Três Reinados (220-280d.C.). Entre Jinan e Qufu, fica a Montanha taoista Taishan, uma das 5 montanhas sagradas da China mais venerada.

Confúcio, um dos maiores sábios da China,  se destaca pela sua filosofia humanista e na ênfase no comportamento ético. Ele viveu no período das Primaveras e Outonos (770-476 a.C.), época de grande caos social. O sábio viajou durante 14 anos,tentando passar suas idéias de benevolência e retidão aos líderes da época. Além do mais, Confúcio é considerado o maior educador da China e responsável pela democratização da educação na China antiga. Os seus pensamentos se encontram na obra "Os Analectos", escrita por seus discípulos, 72 anos após a sua morte.

A realização da excursão ocorreu em parceria entre a Brapeq-Brasileiros em Pequim e o IASB-Intercâmbio Acadêmico Sino-Brasileiro, um evento que mais uma vez salientou a riqueza da cultura chinesa.



Foto do grupo na entrada do Templo de Confúcio


       Estação Sul de Beijing



O grupo foi de trem de Beijing para Jinan, capital da província de Shangdong. Esta moderna estação, desenhada pela UK/Hong Kong Architecture Firm of Terry Farrell & Partners em colaboração com o Tianjin Design Institute, foi construída por 400.000 trabalhadores, em menos de 3 anos, ficando pronta no início de agosto deste ano. Ela possui 24 plataformas, com capacidade de despachar 30.000 passageiros por hora!



À esquerda, Iolanda e Raquel da Brapeq ao lado do Kevin do IASB recepcionando a chegada dos participantes na estação de trem. À direita, alguns dos participantes dentro da estação, esperando a partida para Jinan.


       Qufu

Atualmente, cerca de 77 gerações do Confúcio encontram-se em Qufu. A maioria da população da cidade se diz descendente de Confúcio. Dos 600.000 residentes de Qufu, 100.000 são seus descendentes. A natureza universalista de Confúcio pode ser vista pelo seu conhecido ditado que se encontra escrito em diversos locais da cidade:

“Não é maravilhoso ter amigos que chegam de lugares distantes?”



Passeio pelo centro de Qufu, hora para comprar artesanatos locais (à esq.). O guia turístico Rain, nativo de Qufu, com Raquel Martins, que fez a tradução em todos as visitas culturais, na entrada do Templo de Confúcio (à dir.), explicando a importância e desenvolvimento do templo.

A construção do Templo de Confúcio iniciou-se 2 anos após a morte de Confúcio (479 a.C.). O dirigente do Estado de Lu (hoje província de Shangdon) converteu a casa de três cômodos do Confúcio em um templo, passando a ser o local para verenciarConfúcio. O templo foi aos poucos aumentando, transformando-se em um complexo que hoje representa um quinto da cidade de Qufu.



O Altar de Damasco (à esq.) representa o local onde Confúcio lecionava e discutia sua filosofia. Para ele, o melhor aluno era aquele que criticava o professor e adicionava os seus próprios pontos de vista. Ele opunha à obediência cega. Segundo Thereza Mancini (à dir. de casaco azul escuro), a excursão a fez pensar e ampliou seus pensamentos.

O Confucionismo foi banido na era do Mao Zedong e atualmente está sendo muito enfatizado com mais de 150 Institutos de Confúcio espalhados no mundo inteiro, incluindo o Instituto que acabou se ser aberto em Brasília, na Universidade de Brasília.



O Instituto dos Estudos de Confúcio é um projeto cultural de 25 milhões de dólares, constituído de diversas exposições, incluindo uma cópia em placas de ouro dos quatros livros clássicos do confucionismo: os Analectos de Confúcio, A Doutrina do Meio, o Grande Aprendizado e  Mêncio.

Logo na entrada do Instituto dos Estudos de Confúcio encontra-se a “Arcada do Memorial de Pedra”, com o seguinte ditado de Confúcio: “Seja ávido pelo caminho correto; suporte-se na virtude; apoie-se na benevolência; e distraia-se nas artes.”



Kevin de La Tour explicando sobre a plataforma (em chinês se chama "biyong"), local onde os imperadores ministravam aulas. A parte quadrada da base da plataforma foi construída com pedras amarelas e a parte redonda de cima em azul, simbolizando a terra quadrada e o céu redondo. A cor azul representa o céu e a cor amarela a terra.


       A Cidade das Seis Artes

A Cidade das Seis Artes é um parque educacional temático com amostras da vida e trabalho de Confúcio, incluindo uma maquete da cidade antiga de Qufu e espaços sobre as seis disciplinas ensinadas por Confúcio: caligrafia, cerimônias, conduzir carroça, matemática, música e tiro de arco e flecha.



Réplica de Confúcio com seus discípulos, transmitindo suas idéias. O filósofo contou com 3000 alunos durante a sua vida, sendo que 4 foramos seus discípulos mais chegados e 72 os melhores sucedidos.



Aproveitando a oportunidade para relaxar, os participantes praticaram o tiro ao alvo e arco e flecha.



E assim, nada melhor do que um brinde às oportunidades de hoje e às de amanhã.

Aguardamos vocês em 2009!

Parceria:




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